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Plano de Terapia Nutricional

Quatro Etapas para Desenvolvimento de uma Terapia Nutricional Ideal

A finalidade primordial de uma terapia nutricional é estabilizar ou aumentar o peso do paciente e melhorar o seu estado nutricional. Isso significa garantir que a ingestão total de nutrientes do paciente forneça energia, proteínas, micronutrientes e fluido suficientes para atender às necessidades individuais do paciente.1 Outros objetivos da terapia nutricional incluem manter as funções imunológicas e prevenir complicações metabólicas.2

Ao desenvolver um plano de terapia nutricional, são recomendadas as seguintes etapas:

  • Definir as metas nutricionais do paciente
  • Definir as necessidades nutricionais do paciente
  • Definir o suporte nutricional e implementar um plano de terapia nutricional
  • Definir a(s) via(s) de nutrição

Definir as metas nutricionais do paciente

A primeira etapa ao desenvolver-se um plano de terapia nutricional é definir a meta nutricional para o paciente. Para alguns pacientes, isso pode significar a estabilização do peso corporal. Para outros, pode significar aumento do peso corporal. A meta de peso e índice de massa corporal (IMC) deve ser determinada.

Definir as necessidades nutricionais individuais do paciente

A segunda etapa ao desenvolver-se um plano de terapia nutricional é definir a meta nutricional específica do paciente. Necessidades energéticas, ingestão de proteína e fluido devem ser todos calculados.

As diretrizes abaixo ajudarão a determinar as necessidades energéticas:3,4,5

Cálculo das necessidades energética em kcal

As diretrizes abaixo ajudarão a determinar as necessidades proteicas:5,6,7,8.9

Cálculo de necessidades proteicas em g

As diretrizes abaixo ajudarão a determinar as necessidades de fluido (em ml) pela fórmula 100/50/15:10

Cálculo de necessidades de fluido em ml

Definir o suporte nutricional e implementar um plano de terapia nutricional

A terceira etapa é avaliar a ingestão nutricional do paciente e compará-la com as exigências clinicamente estabelecidas. Isso revelará quaisquer lacunas energéticas do paciente e informará as necessidades de suplemento necessárias para preenche-las.

Se houver desnutrição relacionada a doença, pode-se usar uma série de estratégias, como fortificação alimentar ou o uso de nutrição enteral ou parenteral. De acordo com as Diretrizes de Alimentação Enteral da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN, na sigla em inglês)3, o termo “nutrição enteral” é utilizado para descrever todas as formas de suporte nutricional que envolvem o uso de “alimentos dietéticos para fins medicinais específicos” independentemente da via de administração. A Nutrição Enteral, portanto, inclui suplementos nutricionais orais (SNO) e alimentação enteral por sonda nasoenteral, jejunal ou percutânea. O termo “nutrição parenteral” (também conhecido como nutrição intravenosa) é utilizada para descrever a infusão intravenosa de nutrientes diretamente na circulação sistêmica, contornando o trato gastrointestinal (GI).2

Quando a Suplementação É Necessária

A seguir, um guia aproximado de um plano de tratamento para suplementação:11

  • Se 100% das necessidades são atendidas, não há lacuna energética e não é necessária suplementação.
  • Se 75% a menos de 100% das necessidades forem atendidos, há uma lacuna energética de menos de 25%, o que requer energia e proteína de alimentos ricos fortificados e suplementos nutricionais orais.
  • Se 50% a menos de 75% das necessidades forem atendidas, há uma lacuna energética de pelo menos 25%, o que requer suplementos nutricionais orais.
  • Se menos de 50% das necessidades forem atendidas, a lacuna energética pode ser suplementada por uma dieta rica em energia e proteína com alimentação suplementar ou total por meio de sonda.

Como Calcular a Substituição de Fluido

A substituição de fluido pode ser necessária se um paciente não receber fluidos adequados dos alimentos que consome. O conteúdo de fluido de SNO/alimentação por sonda ou nutrição parenteral (NP) também deve ser incluído nos cálculos. As necessidades de substituição de fluido são iguais às necessidades totais de fluido menos a ingestão de fluido.12

As diretrizes a seguir ajudarão a determinar a substituição de fluido:

Cálculo de substituição de fluido

Definir a(s) via(s) de nutrição

A quarta etapa no desenvolvimento de um plano de terapia nutricional é determinar a melhor via ou vias de nutrição. A regra de ouro é: “se o intestino funciona, use-o”. No entanto, a nutrição parenteral suplementar ou total por meio de um acesso central ou periférico é indicada quando as exigências nutricionais não podem ser atendidas por meio de alimentação oral ou enteral.1,13

Para ler mais sobre indicações de nutrição clínica, clique aqui.

  • 1. a. b. National Collaborating Centre for Acute Care (UK). Nutrition Support for Adults Oral Nutrition Support, Enteral Tube Feeding and Parenteral Nutrition. NICE Clinical Guidelines, No. 32 Londres 2006.
  • 2. a. b. American Society for Parenteral and Enteral Nutrition (A.S.P.E.N.) Board of Directors. Clinical Guidelines for the Use of Parenteral and Enteral Nutrition in Adult and Pediatric Patients. JPEN 2009;33(3):255-259.
  • 3. a. b. Lochs H, Allison SP, Meier R et al. Introductory to the ESPEN Guidelines on Enteral Nutrition: Terminology, definitions and general topics. Clin Nutr 2006;25(2):180-186.
  • 4. Report of a Joint FAO/WHO/UNU Expert Consultation. Food and Agriculture Organization of the United Nations. Human energy requirements: Energy Requirement of Adults. 2004.
  • 5. a. b. Austrian Society of Clinical Nutrition (AKE). Recommendations for enteral and parenteral nutrition in adults. Viena 2008.
  • 6. Agostoni C, Bresson JL, Fairweather-Tait S et al. Scientific Opinion on Dietary Reference Values for Protein. EFSA Journal 2012;10(2):2557(66pp).
  • 7. Arends J, Bodoky G, Bozzelti F et al. ESPEN Guidelines on Enteral Nutrition: Non-Surgical Oncology. Clin Nutr 2006;25:245-259.
  • 8. Planth M, Cabre E, Riggio O, et al. ESPEN Guidelines on Enteral Nutrition: Liver Disease. Clin Nutr 2006;25:285-294.
  • 9. Cano N, Fiaccadosi E, Tesinky P et al. ESPEN Guidelines on Enteral Nutrition: Adult Renal Failure. Clin Nutr 2006;25:295-310.
  • 10. Chidester J, Spangler A. Fluid intake in the institutionalized elderly. J Am Diet Assoc 1997;97:23-29.
  • 11. Jonkers C, Klos M, Kouwenoord K et al. Guideline – Screening and treatment of malnutrition. Dutch Malnutrition Steering group, Amsterdam 2011. Retrieved from Guideline - Screening and treatment of malnutrition.pdf
  • 12. National Collaborating Centre for Acute Care (UK). Nutrition Support for Adults: Oral nutrition support, enteral tube feeding and parenteral nutrition. Londres: National Collaborating Centre for Acute Care 2006.
  • 13. Kreymann KG. Early nutrition support in critical care: A European perspective. Curr Opin Clin Nutr Metab Care 2008;11:156-159.

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