Indicações para Tipos de Nutrição Clínica | Unidos pela nutrição clínica

Indicações para Tipos de Nutrição Clínica

Como Decidir Qual Tipo de Suporte Nutricional Clínico Usar

Quando os pacientes em risco nutricional não conseguem receber ingestão de nutrientes suficiente por meio da alimentação hospitalar, alimentos ou dieta hospitalar fortificada, a nutrição enteral (NE), incluindo suplementos nutricionais orais ou alimentação via sonda nasogástrica, nasoenteral ou percutânea pode ser necessária para atender às necessidades de nutrição clínica.1

Se a ingestão de NE também for considerada insuficiente, a nutrição parenteral (NP) deve ser iniciada como suplemento ou substituição para a alimentação por sonda enteral a fim de evitar a desnutrição relacionada a doença.2,3

É importante notar que o suporte nutricional não se restringe à administração exclusiva de NE ou NP, mas a NP e a NE podem se complementar, por exemplo, com o uso de NP mais alimentação enteral “trófica” mínima ou NE mais NP suplementar.4

O quadro a seguir ilustra a escolha do suporte nutricional:

Gráfico explicando como determinar a via de administração

A administração de NP é geralmente reservada para situações em que não há outra maneira de fornecer os nutrientes. Os riscos e benefícios da NE em comparação com a NP devem sempre ser cuidadosamente equilibrados, por exemplo, após grandes cirurgias ou em caso de doença grave.

Quando a NE É Indicada?

A regra de outro é “se o intestino funciona, a NE é indicada”. Em pacientes com um trato gastrointestinal (GI) em funcionamento, a NE é idealmente iniciada dentro de 24 a 48 horas de internação na unidade de terapia intensiva (UTI).5,6,7,8,9.10

Quando a NP É Indicada?

Quando os pacientes têm um trato gastrointestinal (GI) não funcional, inacessível ou perfurado, a NP é recomendada. Além disso, se os pacientes não podem se alimentar de maneira adequada e/ou segura por via oral/enteral, a NP é indicada.2,11

Quando a NP Suplementar É Indicada?

Nesta abordagem, a NP fornece apenas parte das necessidades nutricionais diárias, que suplementa a ingestão de NE. No caso de pacientes que recebem menos que a alimentação enteral alvejada após dois a três dias, a NP suplementar deve ser considerada para preencher a lacuna calórica.10

Quando a NP Total É Indicada?

Nos casos em que a NE não é tolerada, a NP total pode fornecer aos pacientes todas as necessidades nutricionais diárias. Essa forma de nutrição é geralmente recebida através de um cateter venoso central.7

A Sociedade Americana de Terapia Intensiva (SCCM, na sigla em inglês) e a Sociedade Americana de

Nutrição Parenteral e Enteral (A.S.P.E.N.) recomendam que, se há evidência de desnutrição calórica proteica na internação e a NE não é viável, deve-se iniciar a NP assim que possível.9

  • 1. Lochs H, Allison SP, Meier R et al. Introductory to the ESPEN Guidelines on Enteral Nutrition: Terminology, definitions and general topics. Clin Nutr 2006;25(2):180-186.
  • 2. a. b. National Collaborating Centre for Acute Care (UK). Nutrition Support for Adults Oral Nutrition Support, Enteral Tube Feeding and Parenteral Nutrition. NICE Clinical Guidelines, No. 32 Londres 2006.
  • 3. Kreymann KG. Early nutrition support in critical care: A European perspective. Curr Opin Clin Nutr Metab Care 2008;11:156-159.
  • 4. Heidegger CP, Berger MM, Graf S et al. Optimization of energy provision with supplemental parenteral nutrition in critically ill patients: A randomized controlled clinical  trial. Lancet 2013;381(9864):385-393
  • 5. Heyland DK. Parenteral nutrition in the critically-ill patient: more harm than good? Proc Nutr Soc 2000;59:457-466.
  • 6. Heyland DK, Dhaliwal R, Drover JW et al. Canadian clinical practice guidelines for nutrition support in mechanically ventilated, critically ill adult patients. JPEN 2003;27:355- 373.
  • 7. a. b. Gramlich L, Kichian K, Pinilla J et al. Does enteral nutrition compared to parenteral nutrition result in better outcomes in critically ill adult patients? A systematic review of the literature. Nutrition 2004;20:843-848.
  • 8. Rubinsky MD, Clark AP. Early enteral nutrition in critically ill patients. Dimens Crit Care Nurs 2012;31:267-274.
  • 9. a. b. McClave SA, Martindale RG, Vanek VW et al. Guidelines for the Provision and Assessment of Nutrition Support Therapy in the Adult Critically Ill Patient: Society of Critical Care Medicine (SCCM) and American Society for Parenteral and Enteral Nutrition (A.S.P.E.N.). JPEN 2009;33:277-316.
  • 10. a. b. Singer P, Berger MM, Van den Berghe G et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: intensive care. Clin Nutr 2009;28(4):387-400.
  • 11. Rothaermel S, Bischoff SC, Bockenheimer-Lucius G et al. Ethical and legal points of view in parenteral nutrition - guidelines on parenteral nutrition capítulo 12. Ger Med Sci 2009;7:Doc16.

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