Identificação de Risco Nutricional | Unidos pela nutrição clínica

Identificação de Risco Nutricional

O Primeiro Passo no Combate à Desnutrição Relacionada a Doença

A identificação adequada é o primeiro passo no processo mais complexo de avaliação nutricional. Enquanto a desnutrição grave é mais facilmente identificada, os casos menos graves tendem a se tornar claros apenas nos estágios mais avançados de tratamento.1

Um estudo revelou que apenas 50% dos pacientes desnutridos são tipicamente identificados pela prática clínica comum no contexto de saúde europeu.2 Para evitar a redução desnecessária de nutrientes, todos os pacientes devem ser avaliados para um potencial risco nutricional conforme definição da Sociedade Americana de Nutrição Parenteral e Enteral (A.S.P.E.N., na sigla em inglês)3  e da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN, na sigla em inglês).4

Os papéis e as responsabilidades dos profissionais de saúde que fazem a avaliação podem variar dependendo do país e se é um hospital público ou privado, bem como os recursos disponíveis. A informação contida neste artigo deve servir como um guia geral.

Identificação de Risco Nutricional para uma Gestão Eficiente

Para combater a desnutrição e suas consequências, a pronta identificação do estado nutricional comprometido e o início imediato do tratamento eficiente são cruciais para pacientes em grupos de risco nutricional.5

Os ensaios clínicos demonstraram de maneira convincente que a nutrição clínica adequada melhora os resultados.5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16

Para ler mais sobre os benefícios da avaliação de risco nutricional, clique aqui.

Um Bom Tratamento Nutricional Começa com a Avaliação do Paciente

Diversos métodos de avaliação foram desenvolvidos para detectar pacientes desnutridos ou em risco de desnutrição.

A validação adequada de um método de avaliação é crucial.17 Eles conseguem prever se a desnutrição é provável ou se pode piorar.

  • 1. Kruizenga HM, de Jonge P, Seidell JC et al. Are malnourished patients complex patients? Health status and care complexity of malnourished patients detected by the Short Nutritional Assessment Questionnaire (SNAQ). Eur J Intern Med 2006;17(3):189-194.
  • 2. Kruizenga HM, Van Tulder MW, Seidell JC et al. Effectiveness and cost-effectiveness of early screening and treatment of malnourished patients. Am J Clin Nutr 2005;82(5):1082- 1089.
  • 3. Mueller C, Compher C, Ellen DM et al. A.S.P.E.N. Clinical Guidelines: Nutrition Screening, Assessment, and Intervention in Adults. JPEN 2011;35(1):16-24.
  • 4. Kondrup J, Allison SP, Elia M et al. ESPEN Guidelines for Nutrition Screening 2002. Clin Nutr 2003;22(4):415-421.
  • 5. a. b. Detsky AS, McLaughlin JR, Baker JP et al. What is subjective global assessment of nutritional status? JPEN 1987;11(1):8-13.
  • 6. Waitzberg DL. Efficacy of nutritional support: Evidence-based nutrition and cost- effectiveness. Nestle Nutr Workshop Ser Clin Perform Programme 2002;7:257-271.
  • 7. Correia MI, Waitzberg DL. The Impact of Malnutrition on morbidity, mortality, length of hospital stay and costs evaluated through a multivariate model analysis. Clin Nutr 2003;22(3):235-239.
  • 8. Jie B, Jiang ZM, Nolan MT et al. Impact of nutritional support on clinical outcome in patients at nutritional risk: A multicenter, prospective cohort study in Baltimore and Beijing teaching hospitals. Nutrition 2010;26(11-12):1088-1093.
  • 9. Kennedy JF, Nightingdale JM. Cost savings of an adult hospital nutrition support team. Nutrition 2005;21(11-12):1127-1133.
  • 10. Heidegger CP, Berger MM, Graf S et al. Optimisation of energy provision with supplemental parenteral nutrition in critically ill patients: A randomized controlled clinical  trial. Lancet 2013;381(9864):385-393.
  • 11. Alberda C, Gramlich L, Jones N et al. The relationship between nutritional intake and clinical outcomes in critically ill patients: results of an international multicententer observational study. Int Care Med 2009;35(10):1728-1737.
  • 12. Martin CM, Doig GS, Heyland DK et al. Multicentre, cluster-randomized clinical trial of algorithms for critical-care enteral and parenteral therapy (ACCEPT). CMAJ 2004;170(2):197-204.
  • 13. Weijs PJ, Stapel SN, de Groot SD et al. Optimal protein and energy nutrition decreases mortality in mechanically ventilated, critically ill patients: A prospective observational cohort study. JPEN 2012;36(1):60-68.
  • 14. Strack van Schijndel RJ, Weijs PJ, Koopmans RH et al. Optimal nutrition during the period of mechanical ventilation decreases mortality in critically ill, long-term acute female patients: A prospective, observational cohort study. Crit Care 2009;13(4):R132.
  • 15. Bozzetti F, Forbes A. The ESPEN clinical practice guidelines on Parenteral Nutrition: Present status and perspectives for future research. Clin Nutr 2009;28(4):359-364.
  • 16. Norman K, Pichard C, Lochs H et al. Prognostic impact of disease-related malnutrition. Clin Nutr 2008;27(1):5-15.
  • 17. Van Bokhorst-de van der Schueren MA, Guaitoli PR, Jansma EP et al. Nutrition screening tools: does one size fit all? A systematic review of screening tools for the hospital setting. Clin Nutr 2014;33(1):39-58.

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