Ajuste da Nutrição Parenteral | Unidos pela nutrição clínica

Ajuste da Nutrição Parenteral

Buscando Atender às Exigências Nutricionais de Cada Paciente

Antes da administração de nutrição parenteral (NP), cada paciente deve passar por exames detalhados para avaliar a condição do trato gastrointestinal, doenças subjacentes ou pré-existentes e terapias, além de análises admissionais como estado nutricional, acesso venoso ou resultados de laboratório. Uma vez indicada a NP, os profissionais de saúde podem calcular adequadamente as exigências de nutrientes, o que lhes permitirá ajustar a terapia nutricional clínica às necessidades da maioria dos pacientes.1

Para atender às exigências de energia e proteína de cada paciente, é importante considerar o quadro clínico completo. A ingestão de energia durante a NP deve ser ajustada de acordo com:2

  • O gasto de energia real
  • A situação clínica do paciente
  • Os objetivos nutricionais estabelecidos com respeito ao estado nutricional

Atendendo às Exigências de Energia do Paciente Considerando o Gasto de Energia Real

Existem diversas equações disponíveis para prever o gasto de energia. Para calcular o Gasto Energético Basal (GEB), a equação de Harris e Benedict é a mais frequentemente usada na prática clínica. As Exigências Calóricas Totais equivalem ao GEB multiplicado pela soma dos fatores de estresse e atividade.

Clique aqui para ler mais sobre como calcular o gasto energético.

Considere a Condição Clínica

A condição clínica do paciente deve ser avaliada para determinar os ajustes da NP. Fatores de atividade ou trauma devem ser levados em conta e representam exigências energéticas mais altas devido à atividade física e o estresse metabólico relacionado à doença subjacente.

O cálculo de exigências energéticas no ambiente hospitalar também deve avaliar e considerar fatores de atividade e trauma conforme as recomendações da Sociedade Austríaca de Nutrição Clínica (AKE), de 2008.3 A seguinte tabela mostra como a equação de Harris e Benedict calcula as exigências energéticas considerando o gasto energético em repouso (GER), o estresse e a atividade:3,4,5

Estimativa de GER usando a equação de Harris e Benedict

Seguem as diretrizes da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN) delineando as exigências de nutrientes e a administração de NP em situações clínicas específicas como terapia intensiva, pancreatite aguda e insuficiência renal aguda:6,7,8

Diretrizes da ESPEN sobre NP em situações clínicas específicas – parte 1

As seguintes diretrizes da ESPEN são para situações clínicas específicas como oncologia não cirúrgica, cirurgia e NP domiciliar:9,10,11

Diretrizes da ESPEN sobre NP em situações clínicas específicas – parte 2

Fatores ao Estabelecer Objetivos Nutricionais

O cálculo das exigências energéticas e proteicas de um paciente deve levar em conta os objetivos estabelecidos da terapia nutricional, incluindo:2

  • Fornecimento de energia e proteína para impedir a perda corporal durante doença aguda
  • Recuperação de músculos e estoques de energia durante a reconvalescença
  • Estado nutricional/IMC em má nutrição severa, caquexia ou obesidade

A tabela abaixo mostra a relação entre as exigências energéticas e os objetivos nutricionais:3

Exigências energéticas em relação aos objetivos nutricionais

  • 1. Elia M, Austin P, Stratton RJ. Indications for nutritional support. In: Sobotka L, editor. Basics in Clinical Nutrition. Prague: Galen 2011:223-231.
  • 2. a. b. Carpentier Y, Sobotka L. Energy. In: Sobotka L, editor. Basics in Clinical Nutrition. Prague: Galen 2011:247-251.
  • 3. a. b. c. Singer P, Berger MM, Van den Berghe G et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: intensive care. Clin Nutr 2009;28(4):387-400.
  • 4. Austrian Society of Clinical Nutrition (AKE). Recommendations for enteral and parenteral nutrition in adults. Vienna: 2008.
  • 5. Human energy requirements: Energy Requirement of Adults. Report of a Joint FAO/WHO/UNU Expert Consultation. Food and Agriculture Organization of the United Nations 2004.
  • 6. Gianotti L, Meier R, Lobo DN et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: Pancreas. Clin Nutr 2009;28:428-435.
  • 7. Cano N, Aparicio M, Brunori G et al. ESPEN guidelines on parenteral nutrition: Adult renal failure. Clin Nutr 2009;18:401-414.
  • 8. Bozzetti F, Arends J, Lundholm K et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: Non- surgical oncology. Clin Nutr 2009;28:445-454.
  • 9. Braga M, Ljungqvist O, Soeters P et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: Surgery. Clin Nutr 2009;28:378-386.
  • 10. Staun M, Pironi L, Bozzetti F et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: Home parenteral nutrition (HPN) in adult patients. Clin Nutr 2009;28:467-479.
  • 11. Westerterp KR, Schols AMWJ, Singer P. Energy metabolism. In: Sobotka L, editor. Basics in Clinical Nutrition. Prague: Galen 2011;96-103.

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