Ajuste da Nutrição Parenteral | Unidos pela nutrição clínica

Ajuste da Nutrição Parenteral

Buscando Atender às Exigências Nutricionais de Cada Paciente

Para atender às exigências de energia e proteína de cada paciente, é importante considerar o quadro clínico completo. A ingestão de energia durante a nutrição parenteral (NP) deve ser ajustada de acordo com:1

  • O gasto de energia real
  • A situação clínica do paciente
  • Os objetivos nutricionais baseados no estado nutricional

O Gasto de Energia Real

Existem diversas equações disponíveis para prever o consumo de energia. Na prática clínica, a equação de Harris e Benedict é a mais frequentemente usada para calcular o gasto energético em repouso (GER). Usando essa equação, a altura, o peso corporal, o sexo e a idade são usados para estimar uma taxa metabólica do paciente em repouso.2

A Situação Clínica do Paciente

A condição clínica do paciente, por exemplo, fatores de atividade ou trauma, como grandes fraturas ósseas, sepse, queimaduras, infecção grave, insuficiência renal crônica e câncer, deve ser avaliada ao determinar ajustes à NP. Fatores de atividade ou trauma, como grandes fraturas ósseas, sepse, queimaduras, infecção grave, insuficiência renal crônica e câncer, devem ser avaliados. Eles representam maiores exigências energéticas e proteicas devido à atividade física e o estresse metabólico relacionado à doença subjacente.

Objetivos Nutricionais Estabelecidas com Respeito ao Estado Nutricional

Ao calcular as exigências energéticas e proteicas de um paciente, os objetivos estabelecidos da terapia nutricional devem ser considerados, incluindo:1

  • Fornecimento de energia e proteína para impedir a perda corporal durante doença aguda
  • Recuperação de músculos e estoques de energia durante a reconvalescença
  • Crescimento compensatório em crianças
  • Estado nutricional/IMC em má nutrição severa ou caquexia

Suporte de NP em Situações Clínicas Específicas

Visto que as exigências nutricionais clínicas de cada paciente são influenciadas por doenças subjacentes e qualquer tratamento resultante, é importante que a NP seja ajustada para atender às necessidades dessas situações clínicas específicas.

Nas tabelas listadas abaixo, as recomendações são classificadas segundo os critérios da Rede Escocesa Intercolegial de Diretrizes (SIGN) e a Agência para Política e Pesquisa de Tratamentos de Saúde. Seguem as classificações:

  • A: Meta-análise de testes randomizados controlados ou de pelo menos um teste randomizado controlado
  • B: Pelo menos um teste controlado bem elaborado sem randomização ou outro tipo de pesquisa bem elaborada, quase experimental, ou pesquisas descritivas bem elaboradas não experimentais, como estudos comparativos, estudos de correlação e estudos de caso-controle
  • C: Pareceres de peritos e/ou experiências clínicas de autoridades respeitadas

Seguem as diretrizes da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN) delineando as exigências de nutrientes e a administração de NP em situações clínicas específicas como terapia intensiva, pancreatite aguda e insuficiência renal aguda:3,4,5,6

Diretrizes da ESPEN sobre NP em situações clínicas específicas – parte 1

As seguintes diretrizes da ESPEN são para situações clínicas específicas como oncologia não cirúrgica, cirurgia e NP domiciliar:7,8,9

Diretrizes da ESPEN sobre NP em situações clínicas específicas – parte 2

Uma terapia de NP cuidadosamente elaborada pode ser administrada para suportar as necessidades de nutrição clínica dos pacientes, consequentemente combatendo a desnutrição relacionada a doença.

  • 1. a. b. Carpentier Y, Sobotka L. Energy. In: Sobotka L, editor. Basics in Clinical Nutrition. Prague: Galen 2011;247-251.
  • 2. Westerterp KR, Schols AMWJ, Singer P. Energy metabolism. In: Sobotka L, editor. Basics in Clinical Nutrition. Prague: Galen 2011;96-103.
  • 3. Bozzetti F, Forbes A. The ESPEN clinical practice guidelines on Parenteral Nutrition: Present status and perspectives for future research. Clin Nutr 2009;28:359-364.
  • 4. Singer P, Berger MM, Van den Berghe G et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: intensive care. Clin Nutr 2009;28(4):387-400.
  • 5. Gianotti L, Meier R, Lobo DN et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: Pancreas. Clin Nutr 2009;28:428-435.
  • 6. Cano N, Aparicio M, Brunori G et al. ESPEN guidelines on parenteral nutrition: Adult renal failure. Clin Nutr 2009;28:401-414.
  • 7. Bozzetti F, Arends J, Lundholm K et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: Non- surgical oncology. Clin Nutr 2009;28:445-454.
  • 8. Braga M, Ljungqvist O, Soeters P et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: Surgery. Clin Nutr 2009;28:378-386.
  • 9. Staun M, Pironi L, Bozzetti F et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: Home parenteral nutrition (HPN) in adult patients. Clin Nutr 2009;28:467-479.

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