Administração de Nutrição Parenteral | Unidos pela nutrição clínica

Administração de Nutrição Parenteral

Considerações para Métodos de Administração de Nutrição Parenteral

Quando há indicação de nutrição parenteral (NP), as soluções são administradas via um cateter venoso central ou cânulas venosas periféricas.1

A administração de NP pode ser classificada de acordo com diversos aspectos, como local de inserção, método de inserção ou duração do tratamento.2

Existe uma variedade de critérios importantes que devem ser levados em conta ao determinar qual acesso é apropriado – o periférico ou o venoso central:1,3,4

  • Condição do paciente (tipo de doença, estado de saúde atual etc.)
  • Acessibilidade do sistema venoso
  • Composição da solução infundida e quantidade de energia a ser administrada
  • Osmolaridade dos produtos de NP
  • Duração planejada de NP (curto ou longo prazo)

Administração Venosa Central de NP

De acordo com as recomendações da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN), o acesso venoso central é requerido na maioria dos pacientes com as seguintes condições:4

  • Necessidade de suporte nutricional de longo prazo maior que um mês
  • Veias periféricas ruins
  • Necessidade de soluções hiperosmolares (osmolaridade maior que 850 mosmol/l)
  • Concentração de glicose maior que 12,5%2
  • Elevadas necessidades nutricionais
  • Restrição severa de líquidos
  • Administração de soluções com pH abaixo de cinco ou acima de nove
  • Necessidade de tratamento intravenoso de lúmen múltiplo

No caso de NP venosa central, o tipo de cateter também deve ser levado em conta. Tipos diferentes de cateteres são usados dependendo das condições específicas do paciente.2,3,4

Cateteres centrais no geral são inseridos em uma veia central, com a ponta do cateter localizada no terço inferior da veia cava superior ou no átrio superior direito.4

Administração Venosa Periférica de NP

A osmolaridade da solução parenteral, que se refere ao número de partículas osmoticamente ativas em um litro de solução, é um fator crucial ao determinar a viabilidade de NP periférica (NPP). Quando uma solução de NP com alta osmolaridade é introduzida em uma veia pequena com baixo fluxo sanguíneo, a mistura torna-se hipertônica e líquidos do tecido circundante movem-se para a veia devido à osmose. A inflamação local pode induzir à trombose.

Emulsões lipídicas são isotônicos com sangue e exercem um efeito calmante nas veias. Por esse motivo, misturas de NP contendo emulsões lipídicas são menos hipertônicas que emulsões baseadas apenas em glicose como fonte de energia e, consequentemente, mais adequadas para NPP.3

Prevenção de tromboflebite venosa periférica, segundo a ESPEN:4

  • Técnicas assépticas durante a colocação do cateter e o tratamento
  • Escolha da menor bitola possível
  • Uso de cateteres de poliuretano e silicone
  • Uso de soluções baseadas em lipídio
  • Osmolaridade adequada da solução
  • Administração de soluções com pH entre cinco e nove
  • Fixação adequada (membranas adesivas transparentes ou dispositivos de fixação sem sutura)

Contraindicações para suporte nutricional

As contraindicações para suporte nutricional por vias enterais e parenterais incluem:5

  • Fase aguda (“ebb-phase”) durante as primeiras horas pós-trauma, cirurgia ou início de infecção grave
  • Choque
  • Lactato sérico >3 mmol/l
  • Hipóxia (paO2 <50 mm Hg)
  • Acidose grave (pH <7,2)
  • 1. a. b. Jauch KW, Schregel W, Stanga Z et al. Access technique and its problems in parenteral nutrition. Guidelines on Parenteral Nutrition, Chapter 9. Ger Med Sci 2009;7(19):1-18.
  • 2. a. b. c. Pertkiewicz M, Dudrick SJ et al. Parenteral nutrition. In: Sobotka L, editor. Basics in Clinical Nutrition. Praga: Galen, 2011:348-417.
  • 3. a. b. c. National Collaborating Centre for Acute Care (UK). Nutrition Support for Adults Oral Nutrition Support, Enteral Tube Feeding and Parenteral Nutrition. NICE Clinical Guidelines, No. 32 Londres 2006.
  • 4. a. b. c. d. e. Pittiruti M, Hamilton H, Biffi R et al. ESPEN Guidelines on Parenteral Nutrition: Central Venous Catheters (access, care, diagnosis and therapy of complications). Clin Nutr  2009;28(4):365-377.
  • 5. Austrian Society of Clinical Nutrition (AKE). Recommendations for enteral and parenteral nutrition in adults. Viena 2008.

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